A maior rede social do planeta vive dias agitados. No início deste ano implementou várias mudanças no seu algoritmo que fizeram surgir uma série de reações radicais.

O Facebook tem atualmente cerca de 1.400 milhões de utilizadores e apresentou o ano passado uma faturação de 40,65 mil milhões de dólares, o que representa um aumento de 47 por cento em relação a 2016. O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, descreveu 2017 como um ano forte, mas também um ano difícil, devido a uma redução das horas de navegação dos seus utilizadores na rede social em mais de 50 milhões e uma perca de dois milhões de membros diários nos EUA e Canadá, o que fez soar os alarmes.

Para continuar a crescer e a cativar o interesse dos utilizadores, o Facebook implementou, no início de 2018, novas alterações no seu algoritmo, que passou a dar destaque a conteúdos publicados por amigos e familiares dos utilizadores, o que faz com que as publicações das empresas, marcas e meios de comunicação social tenham um reduzido alcance. Estas alterações fizeram surgir muitas reações negativas, uma delas vem do maior jornal de língua portuguesa, «A Folha de São Paulo», que decidiu parar de publicar conteúdos na sua página oficial do Facebook. Outras empresas de comunicação social estão a ponderar fazer o mesmo.

Outra reação de grande impacto foi do Diretor de Marketing da Unilever, Keith Weed, que afirmou esta semana estar a ponderar abandonar o Facebook e o Google. Esta empresa é o segundo maior anunciante mundial, representando um investimento em publicidade digital de dois mil milhões de euros por ano. Numa conferencia realizada na Califórnia, Keith Weed destacou que é importante que as empresas digitais percebam o que se passa e atuem em conformidade, antes que os utilizadores deixem de ver, os anunciantes deixem de anunciar e os editores parem de publicar.

Mas os problemas do Facebook não ficam por aqui. Segundo previsões da empresa de consultoria eMarketer apresentadas esta semana, pela primeira vez da história desta rede social o número de utilizadores nos Estados Unidos que acedem pelo menos uma vez por mês vai baixar em 2018, principalmente os jovens entre os 12 e os 17 anos.

O Facebook vai ter muito desafios pela frente para continuar atrativo para os utilizadores e captar a sua atenção. Este ano vai ser de grandes mudanças e decisivo para continuar a crescer. O Facebook está em plena transformação, como qualquer negócio, vai continuar por muitos anos.