Ser empreendedor está na moda, é uma palavra comum no nosso dia-a-dia, é utilizada com muita frequência nas mais diversas situações e ajuda muito a transformar a sociedade e mentalidades. Há muitos anos atrás, quando ainda era jovem e ainda não tinha falta de cabelo, estava a estudar na escola secundária de Mértola, escola espetacular com professores muito bons que permitiam aos alunos desenvolver atividades inovadoras através de um método de ensino com uma componente tecnológica bastante presente.

Na altura com cerca de 15 anos, participava em diversas atividades extracurriculares, uma delas no canal de televisão com um estúdio muito bem equipado que transmitia para todas as televisões da escola, e uma rádio que era ouvida em toda a vila de Mértola. Adorava participar nessas tarefas e, ao longo do tempo, aprendi e comecei a dominar todos os equipamentos. Mais tarde, com 17 anos, devido a contingências orçamentais, a escola deixou de poder atribuir um professor para coordenar as atividades do canal de televisão e da rádio. Foi nesse momento que o diretor da escola me convidou para ser o coordenador e manter os projetos ativos, algo que fiquei surpreendido pela confiança que estava a depositar em mim, mas achei que estava à altura do desafio e que era uma oportunidade de aprender mais.

Durante esse período, estava a estudar no curso profissional de informática com uma componente forte de programação, o que me permitiu começar a dar os primeiros passos no desenvolvimento web. Por iniciativa própria, criei os websites da televisão e da rádio da escola, para melhorar os meus conhecimentos e fazer chegar esses projetos a mais pessoas. Após tantos progressos, o diretor da escola lançou o desafio em criar o site oficial do estabelecimento. Foi muito bom, passei várias semanas a programar para criar algo inovador.

No seguimento das iniciativas e trabalhos desenvolvidos na escola, fui convidado a dar uma entrevista numa revista. Inicialmente ponderei, não queria dar muito nas vistas, mas pensei que a minha história podia motivar outros alunos. A entrevista saiu e surgiram contactos para criar websites, encontrei uma oportunidade de negócio e tomei a decisão de criar uma empresa. Encontrei vários obstáculos, um deles foi ter que esperar mais alguns meses para fazer 18 anos e tinha de arranjar cinco mil euros, valor mínimo na altura de capital social.

Fiz 18 anos e rapidamente fui pedir dinheiro aos meus pais. Disseram-me logo que não e que eu estava maluco e devia ir para universidade. Tinha de ver como podia contornar a situação, consegui convencer um banco a emprestar o dinheiro, foi um processo um pouco complicado. E nasceu assim nessa altura a 3WX numa vila do interior alentejano. Posteriormente, voltei a estudar porque pensei que era fundamental para o meu crescimento profissional e pessoal. Foi um percurso muito desafiante, no início devido ao pouco conhecimento em gestão. Passei por diversas dificuldades financeiras, mas aprendi bastante nesse período. Hoje, a 3WX é uma das agências de marketing digital mais antigas da Europa com clientes em vários países

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