Em 2007, ninguém pesquisava por Obama em nenhum site de busca. Um ano depois, Obama tinha 140 mil seguidores no Twitter, um grupo no FaceBook com 2 milhões e 300 mil membros e um vídeo do YouTube (Yes We Can) com 14 milhões de visitas.

Isto foi possível devido à política desenvolvida pelo senador, mas também por causa da Internet e das novas tecnologias de informação e comunicação.

O senador Obama usou menos de 2% do seu orçamento de campanha com as acções online.

Primeiro – O coração da campanha estava na Internet. (Obama comunicou directamente com os seus militantes digitais)

Segundo – Construção de uma relação directa com o cidadão. (A sua campanha conseguiu compreender o potencial democrático e viral da Internet)

A Internet permite aos candidatos ter uma relação directa com os eleitores no seu ambiente digital.

Ao apostar na Internet, Obama deu salto para a novidade, conseguiu mostrar a diferença.

A campanha de Obama não foi a primeira a usar a Internet, já vários a tinham usado, mas os perfis sociais não eram usados para comunicar com os eleitores, só para promover os candidatos.

No Twitter, Obama teve mais de 130 mil seguidores, fazia varias actualizações diárias havia uma interacção. O seu opositor McCain, tinha 5 mil seguidores e 25 actualizações, não havia interacção.

Em Portugal, os dois grandes partidos estão a usar as várias redes sociais com pouca frequência e de forma defeituosa, existindo pouca interação com o eleitorado, nos pequenos partidos destaco o Movimento Esperança Portugal, que está a utilizar a Internet de forma interactiva.

A Internet tem um enorme potencial para quem souber utilizar, dá muito trabalho, tem de ter profissionais dedicados 24 horas por dia para produzir a melhor comunicação.